Ministério da Justiça regulamenta Inteligência Artificial

Ministério da Justiça autoriza uso de IA para localizar pessoas desaparecidas e recapturar detentos
Nova portaria estabelece diretrizes para uso de reconhecimento facial e inteligência artificial na segurança pública
Uma importante regulamentação foi publicada nesta segunda-feira (30) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A portaria estabelece diretrizes claras para o uso de soluções de inteligência artificial (IA) e reconhecimento facial nas atividades de investigação criminal e inteligência voltadas à segurança pública.
Esta medida representa um marco significativo na regulamentação do uso de tecnologias avançadas pelas forças de segurança, buscando equilibrar a eficiência operacional com a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos.
Situações Autorizadas para Uso da Tecnologia
O reconhecimento facial em tempo real e em espaços públicos será permitido apenas em situações específicas e bem delimitadas:
- Investigações criminais previamente autorizadas pela Justiça, quando não houver outros meios disponíveis para obtenção de provas
- Busca por vítimas de crimes e pessoas desaparecidas
- Situações de ameaça grave e iminente à vida ou integridade física
- Flagrantes de crimes com pena superior a dois anos (com imediata comunicação judicial)
- Recaptura de detentos foragidos
- Cumprimento de mandados de prisão ou medidas cautelares
⚖️ Salvaguardas e Limitações Importantes
Atenção: Fora das hipóteses expressamente autorizadas, o uso de IA deverá ser:
- Formalmente justificado
- Precedido de estudos sobre potenciais impactos negativos
- Alinhado aos princípios da legalidade e proporcionalidade
- Respeitoso aos direitos fundamentais
Abrangência da Regulamentação
A portaria tem como foco principal:
- Órgãos federais: Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal
- Forças estaduais: que utilizam recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública
Entre os objetivos principais estão a padronização dos procedimentos e a definição de padrões rigorosos de segurança da informação, visando prevenir acessos não autorizados e proteger dados sensíveis.
Uso em Estabelecimentos Prisionais
No contexto prisional, a tecnologia poderá ser utilizada para:
- Detectar e localizar dispositivos móveis emissores de radiofrequência
- Bloquear sinais e viabilizar apreensão de aparelhos
- Obter dados de dispositivos apreendidos (com posterior controle judicial)
Análise e Implicações
Esta regulamentação representa um avanço importante na governança do uso de IA no setor público de segurança. Ao estabelecer critérios claros e salvaguardas robustas, o Ministério da Justiça busca:
“Equilibrar a necessidade de ferramentas tecnológicas avançadas para combater o crime com a proteção indispensável dos direitos civis e da privacidade dos cidadãos.”
A exigência de autorização judicial para investigações e a necessidade de estudos prévios sobre impactos demonstram uma preocupação legítima com o uso responsável da tecnologia.
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Fonte da matéria: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/06/ministerio-da-justica-autoriza-uso-de-ia-para-localizar-pessoas-desaparecidas-e-recapturar-detentos.shtml



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